andersoon
via um clube privado
'Flerte Fatal' é um excelente álbum! desde que entrou para a lista, eu fiquei bem animado pela oportunidade de escutá-lo e ele definitivamente não deixou a desejar. penso que o começo dele é fenomenal, mas o disco foi me perdendo um pouquinho na reta final (não que a qualidade diminua, ele segue ótimo). rita é rita e isso já é o suficiente.
04 de mai. de 2026
guitourinho
via um clube privado
Lançado em 1987, Flerte Fatal marcou uma fase de transição na carreira de Rita Lee, sendo seu primeiro álbum pela EMI após o sucesso com a Som Livre. Produzido por Roberto de Carvalho, o disco reflete a estética dos anos 80, com forte presença de sintetizadores e uma sonoridade pop eletrônica e dançante, sem abandonar a identidade pop-rock da artista. A abertura com “Brazix Muamba” já indica esse direcionamento moderno, evocando influências como David Bowie na fase Let’s Dance. Mesmo enfrentando problemas pessoais, especialmente com alcoolismo, que a própria Rita relata em sua autobiografia, o álbum trouxe sucessos expressivos. “Pega Rapaz” se destacou ao integrar a trilha da novela Brega & Chique, enquanto “Bwana” ajudou a impulsionar vendas que chegaram a cerca de 500 mil cópias. O humor característico de Rita aparece em “Xuxuzinho”, uma sátira leve inspirada na apresentadora Xuxa, recheada de referências culturais e tom irreverente. Já a releitura de “Blue Moon” encerra o lado A com delicadeza, evidenciando sua capacidade de equilibrar emoção e ironia. Apesar do sucesso comercial, Flerte Fatal foi recebido com resistência pela crítica, que o considerou um trabalho menor. As avaliações negativas impactaram Rita, que se afastou temporariamente da imprensa. Ainda assim, o álbum deu origem à bem-sucedida Tour 87/88, com apresentações no Brasil e no exterior. Hoje, o disco pode ser visto como um retrato honesto de uma artista em transformação. Entre fragilidades pessoais e experimentações sonoras, Rita Lee reafirma sua coragem criativa, entregando um trabalho que, acima de tudo, manteve sua essência pop e seu compromisso em se reinventar.
04 de mai. de 2026
joaogobeti
via um clube privado
Apesar de não ser dos meus álbuns favoritos da Rita, é sempre bom ver a veratilidade dela, ir percebendo como ela desempenhou diversos papeis na música brasileira, surgindo nos Mutantes com rock psicodélico com tropicália, sendo vanguarda do rock no Brasil. Depois indo pra um rock mais elétrico e de empoderamento feminino como no album "Fruto Proibido". Adicionando uma pitada de pop a partir do album de 1979 e sempre com o bom humor da rainha. Esse album é gosto de ouvir do início ao fim, mas não é genial. Mas claro, talvez minha comparação e nota seja justamente pelo que já conheço e vi da Rita.
04 de mai. de 2026
4
Nota Média
3
Avaliações
1
Grupo
0
Favoritos